GDF aplicou cerca de R$ 1,7 bilhão no combate à Covid-19 entre 2020 e 2021, aponta ObservaDF

O projeto demonstrou os gastos do GDF a partir de dados públicos

O Governo do Distrito Federal aplicou aproximadamente R$ 1,7 bilhão com despesas relacionadas à Covid-19 nos anos de 2020 e 2021, segundo apontou o projeto ObservaDF.

Vinculado ao Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), o projeto demonstrou os gastos do GDF a partir de dados públicos disponíveis no portal da Transparência.

Os gastos, segundo o ObservaDF, podem ter sido na forma de serviços ou benefícios à população local.

Intitulada “Pandemia, decisões governamentais e situação fiscal no DF”, a pesquisa será divulgada oficialmente em uma live quinta-feira, às 11h, no canal do Observa no YouTube.

Outra questão levantada pelo estudo foi a relação entre receitas tributárias de ICMS e ISS e as ações governamentais para o enfrentamento da doença na capital federal.

De acordo com os dados do Sistema Integral de Gestão Governamental (SIGGO), 47% das despesas (R$ 798 milhões) foram oriundas de recursos federais transferidos.

Do total de recursos aplicados, cerca de 82% foram destinados a empresas privadas ou entidades sem fins lucrativos. Destes, 75% tiveram como credor uma instituição do próprio DF.

No somatório de recursos aplicados, contando estas instituições e empresas, e acrescentando o total relativo a Benefícios, Transferências e à Própria Administração Pública, o montante de recursos com despesa localizada no DF chegou a cerca de 1,3 bilhões.

Para analisar a relação entre receitas tributárias e as ações do governo, o ObservaDF mobilizou diferentes conjuntos de dados ligados à mobilidade, receitas, políticas de distanciamento e políticas de ajuda econômica.

Para a pesquisa, o grupo utilizou de índices de respostas do governo, disponibilizados pela Universidade de Oxford.

A pesquisa ainda aponta que, durante o enfrentamento da pandemia, apesar do alto investimento nas ações, houve dois momentos distintos de atuação.

Por fim, o estudo finaliza com algumas recomendações de ações públicas na área da saúde, que visam garantir maior preparo do estado no enfrentamento de futuras emergências sanitárias, garantindo o bem-estar da população.

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