DF: mulheres foram as que mais perderam emprego durante pandemia

Uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Brasília (UnB) indica que o desemprego atingiu diretamente mais mulheres do que homens durante a pandemia de Covid-19 no Distrito Federal.

A mesma amostragem registrou também que os moradores de cidades mais pobres foram os que mais perderam vagas no mercado de trabalho, com pico em abril do ano passado.

De acordo com o Observatório de Políticas Públicas do DF (ObservaDF), vinculado ao Instituto de Ciência Política da UnB e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, o segundo trimestre de 2020 foi o momento mais difícil da crise sanitária na capital federal.

No caso das mulheres, que já eram a maioria de desempregados no Distrito Federal, houve aumento dos índices negativos com picos registrados em abril do ano passado e no primeiro semestre deste ano.

Jovens

O mesmo levantamento também indica que os jovens, com idade de 16 a 24 anos, tiveram as maiores taxas de desemprego. Os piores momentos ocorreram entre abril e junho de 2020, justamente no início da pandemia.

Os dados devem ser revelados na manhã de quinta-feira (18/11), quando o ObservaDF apresentará a primeira análise, durante transmissão ao vivo, a partir das 10h, pelos canais do YouTube e no Facebook do projeto.

Serão apresentadas 11 pesquisas, uma a cada mês, sendo a primeira já divulgada no lançamento para avaliar os aspectos socioeconômicos da população do Distrito Federal.

O ObservaDF quer examinar os dados sobre seis eixos principais: políticas públicas em áreas prioritárias, como: saúde, educação, desenvolvimento econômico, segurança pública, meio ambiente, assistência social, mobilidade urbana; política orçamentária; gastos públicos; qualidade do serviço público na percepção da população; mapeamento dos principais problemas das localidades do DF; mapeamento das potencialidades econômicas do DF.

O trabalho tem a atuação dos pesquisadores Lucio Remuzat Rennó Junior, Ana Maria Nogales Vasconcelos, Andrea Felippe Cabello e Frederico Bertholini Santos Rodrigues.

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